No Amapá, a cada três dias um jovem é assassinado.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Vereadores de Macapá, capital do Amapá, vereador Caetano Bentes, disse que não há muito que comemorar neste 30 de março – “Dia Mundial da Juventude”.

Para ele, se nos anos 80 e 90 o grande desafio da juventude era se inserir no mercado e não abandonar os estudos, o desafio deste século é simplesmente sobreviver.

Vereador Caetano Bentes – pres. da CDH – CMM

Segundo Bentes, a violência é um dos problemas mais graves e presentes na vida dos amapaenses. Mas para uma parcela de jovens da população, esse problema toma proporções de tragédia.

 

Dados

Segundo dados do Mapa da Violência 2015: adolescentes de 16 e 17 anos do Brasil, as mortes de jovens por causas naturais diminuíram significativamente desde a década de 1980, em contraste com o aumento por causas não naturais, entre as quais se destaca a disparada no número de mortes por homicídios.

O estudo revela que o Amapá é um dos estados em que a morte de jovens reduziu, mas os números ainda são tímidos.

Comparativos

Em 2005 foram 112 jovens amapaenses assassinados. Em 2015 esse número caiu para 99, mas dados não oficiais contabilizam mais de 100 óbitos em 2016.

Outro dado apresentado pelo parlamentar, após uma audiência pública sobre moradores de rua, é que pelo menos uma em cada quatro pessoas que moram nas ruas são jovens entre 17 e 30 anos. No caso dos homicídios, metade das mortes tem relação com drogas ou consumo de álcool.

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