No Amapá, operação da Polícia Federal prende empresários e servidores da Secretaria de Educação do Estado

Depósitos vazios em escolas públicas de Macapá. Fotos: PF

Da Agencia Brasil

A Operação Senhores da Fome, para investigar o desvio de recursos destinados à merenda escolar no Amapá, foi deflagrada hoje (31) pela Polícia Federal (PF). Os policiais estão desde as primeiras horas da manhã cumprindo quatro mandados de prisão temporária, sete de condução coercitiva e 18 de busca e apreensão, todos em Macapá.

“A operação investiga a atuação de empresários, diretores de escolas e servidores da Secretaria de Educação do Estado do Amapá no desvio de aproximadamente R$ 2 milhões, destinados à merenda escolar de vários municípios do estado. Com o desvio, pelo menos 52 escolas da capital amapaense ficaram sem os alimentos da agricultura familiar”, diz a nota da PF.

As investigações constataram que, no início de 2016, vários diretores de escolas firmaram um termo em que atestavam o recebimento dos alimentos, mas sem que isso ocorresse. Segundo a PF, algumas dessas entregas de alimentos teriam sido realizadas no período de férias escolares, quando não há alunos nas escolas.

Cerca de 100 policiais federais participam da operação. Conforme a conclusão das investigações, os suspeitos poderão responder, de acordo com a conclusão das investigações, pelos crimes de peculato, associação criminosa e falsidade ideológica.

Segurança: Fórum revela que oito pessoas desaparecem por hora no Brasil

A cada hora, oito pessoas desaparecem no Brasil, segundo estudo inédito do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Nos últimos 10 anos, são mais de 690 mil casos.

São Paulo ocupa a primeira posição, com 242.500 desaparecidos, seguido do Rio Grande do Sul, com pouco mais de 91 mil. O Rio de Janeiro tem a metade das ocorrências do Sul, com 58 mil casos registrados.

Na média por 100 mil habitantes, o Distrito Federal tem 106 casos, ficando com a maior concentração por grupo. A taxa é medida por um sistema interligado a hospitais, asilos e serviços de registro de mortes.

Em estados, que não dispõem de um serviço integrado, as estatísticas pode apontar falhas, por exemplo, uma morte em tiroteio registrada como desaparecimento.

As causas mais comuns para o sumiço de pessoas podem ser voluntárias, causadas por desentendimento ou mudança de vida; involuntárias, decorrentes de acidentes ou desastres naturais, e ainda, por motivos forçados, como seqüestros.