No Amapá, Waldez Góes integrava comitiva de governadores impedidos de visitarem Lula em Curitiba

 

O governador do Amapá, Waldez Góes (PDT) acompanhou a comitiva de oito governadores das Regiões Norte e Nordeste que tentaram visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta última terça-feira, 10, na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná, onde o petista começou a cumprir pena.

A visita foi negada pela juíza Carolina Moura Lebbos, que indeferiu o pedido esta tarde. “Com efeito, não há fundamento para a flexibilização do regime geral de visitas, próprio à carceragem da Polícia Federal. Desse modo, deverá ser observado o regramento geral. Portanto, indefiro o requerimento”, afirmou em despacho a juíza da 12ª Vara Federal de Curitiba.

Democracia– Para Góes, o momento dificílimo ao qual o país atravessa não será superado com divisões, demonstrações de extremismo ou intolerância. “Viemos trazer ao ex-presidente Lula nossa solidariedade pela sua trajetória de lutas e porque fez muito pela Amazônia – historicamente esquecida -, pelo Amapá e pelo povo brasileiro. A hora é de serenidade e de união pela manutenção das garantias democráticas”, afirmou.

O governador encontrou-se pela manhã em Brasília com a comitiva e seguiu para Curitiba onde chegaram por volta de 11h30. A visita estava prevista para às 15h. A comitiva era formada pelos governadores do Nordeste Renan Filho (MDB-Alagoas), Rui Costa (PT-Bahia), Flávio Dino (PC do B-Maranhão), Ricardo Coutinho (PSB-Paraíba), Wellington Dias (PT-Piauí), Camilo Santana (PT-Ceará) e Paulo Câmara (PSB-Pernambuco). Além deles, o governador Tião Viana (PT-Acre) da Região Norte e, o próprio Waldez Góes, discursaram em ato público nas imediações da sede da Polícia Federal onde se concentram apoiadores de Lula.

Carta– Os governadores assinaram uma carta de apoio ao ex-presidente lamentando não terem podido “abraçá-lo pessoalmente” e criticaram a decisão da Vara Federal de Curitiba que, para eles, não cumpriu adequadamente a Lei de Execuções Penais. “Por nosso intermédio, milhões de brasileiros e brasileiras estão solidários e sendo a sua voz por um Brasil mais justo, democrático soberano e livre. Lula Livre! Forte e fraternal abraço”, diz o trecho final da carta.

 

 

 

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