No Amapá, secretário da Secult fala em tom de despedida

O secretário de Cultura do Estado, Dilson Borges confirma que deixará a pasta nos próximos dias. Ele respondeu nesta última quarta-feira, 9, às criticas que recebeu de lideranças do segmento cultural do Amapá.

Dilson Borges destaca os avanços alcançados pelo setor. Ela afirma que organizou, dentro da legalidade, substituindo uma prática que ele descreveu como “política de boca” para as contratações de empresas culturais e artistas.

Segundo ele, essa “política de boca” gerou débitos grandes na pasta, dívidas que foram reconhecidas e pagas dentro da legalidade processual.

“Entramos em abril de 2017, em uma situação não muito favorável, mas fizemos vários reconhecimentos de dívidas anteriores à nossa gestão e saneamos a grande maioria delas, todas as que foi possível pagar dentro da legalidade”, relatou.

Dilson Borges rebatou as críticas da carta aberta quanto à paralisação das políticas culturais e a condução da Secult por gestores que não possuem conhecimento sobre as demandas da cultura do Amapá.

“Começamos a trabalhar, principalmente, a questão da gestão, deixando a administração com um viés técnico, para que pudesse efetivar as políticas públicas para o segmento. A nossa visão, é que seja qualquer a pasta que for, não é preciso, necessariamente, que a pessoa seja da área, porque tudo gira em torno da gestão”, respondeu.

O secretário destacou os principais avanços que obteve à frente da Secult, entre os quais evidenciou o credenciamento dos artistas, o que possibilitou legalizar a contratação deles e de empresas de serviços de estrutura para shows e eventos.

“Através do credenciamento pudemos executar recursos de emendas parlamentares. Realizamos a Virada Afro, para vários segmentos culturais, com a prestação de contas aprovada. O credenciamento evita qualquer tipo de favorecimento e dá credibilidade à contratação. Fizemos mais de 20 pregões eletrônicos, a modalidade de maior credibilidade, em função de fazermos o credenciamento”, justificou.

Borges também enfatizou que para 2019 já estão encaminhados convênios, no valor total de, aproximadamente, R$ 4 milhões, para todos os segmentos culturais, a exemplo: do teatro que fará 38 espetáculos nos 16 municípios; mostra de cinema itinerante, também nos 16 municípios; eventos de matriz africana; música; dança; capoeira; hip hop; festival de música no meio do mundo, entre outros. Todos esses eventos serão contratados através de pregão eletrônico.

No balanço, ele destacou, ainda, o edital de produção audiovisual que patrocina 12 obras cinematográficas, no valor total de R$ 3 milhões.

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