No Amapá, caminhada marca a luta contra a intolerância religiosa

Agendada para o dia 21 deste mês, a IV Caminhada das  Bandeiras de Matrizes Africanas, no Amapá. A concentração será às 15 horas, na praça Veiga Cabral.

A organização é do Movimento Juventude de Terreiros do Amapá, em parceria com instituições religiosas de Matriz Africana. O tema da programação deste ano será “Cultura: ancestralidade de um povo”.

Segundo Alessandro Brandão, um dos organizadores do    evento, a proposta é gerar maior visibilidade a cultura dos terreiros. “O tema deste ano demonstra que temos cultura em nossos templos. Os toques e festas tradicionais ocorrem a todo momento, mas são poucos divulgados”, destaca.

A data de combate à intolerância religiosa foi instituída em 2007 depois da morte da sacerdotisa do candomblé Gildásia dos Santos, conhecida como Mãe Gilda. Após ter a casa e o terreiro invadidos por grupos de outra religião e o marido agredido, a Iyalorixá morreu em decorrência de um infarto. Atualmente, o dia é uma oportunidade para atentar sobre a necessidade de se respeitar a diversidade religiosa e, assim, reduzir os casos de crimes de ódio no país.

No dia 21, antes da caminhada haverá apresentações culturais de marabaixo, capoeira, hip-hop e rituais afro-religiosos com roda de cânticos das nações religiosas. Às 16 horas começa a caminhada pela Rua Cândido Mendes, passando pela Avenida Henrique Galúcio até a Praça Floriano Peixoto.

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